Wordz From The Genius

NightShade.. Power and Equality.

Category : NightShade M.D.

O Que penso ser Telecinesia

 

O cérebro humano gera onda neuromagnéticas, chamadadas também de neuromagnetismo. Com estas ondas é capaz de por pensamento movermos ou acionarmos mecanismos que utilizam sensores ligados diretamente à nossa cabeça. Hoje em dia em hospitais avançados existe uma espécie de manto, que é colocado sobre a cabeça de um paciente que possui a capacidade de comunicação alterada por algum fator, e na tela de um computador, um cursor e uma linha central neste monitor, então atravéz de perguntas, o paciente pensa em SIM ou Positivamente, o cursor vai para um lado, e o contrário o outro lado.

No cérebro, os campos biomagnéticos são gerados pela despolarização das células. Isso ocorre quando a célula é ativada, ou seja, quando nosso coração bate ou quando damos uma ordem para mover uma parte do nosso corpo. Nesse momento, a célula deixa seu estado de repouso, fazendo com o que a voltagem negativa que estava em seu interior seja descarregada. A tensão provocada aproxima-se de 70 milivolts, que equivale à cerca de 5% da tensão produzida por uma pilha AAA. Quando isso ocorre, um pulso origina-se e se propaga no interior dessa célula: a isso se chama despolarização. Essa corrente elétrica é então levada pelo axônio até a terminação da célula, e daí para outras células.

Por algum motivo determinadas pessoas desenvolvem melhor que outras certa região do cérebro que produz além de uma grande quantidade de eletromagnetismo, também um controle exterior sobre ele, conseguindo focar esse campo em determinados objetos, e assim, erguê-los ou locomovê-los, porém como é uma habilidade ainda não obtida por natureza pelo ser humano, essa maifestação de “poder” se dá por pequenos feitos, levitação de lápis, pregos, etc.

Super Interessante edição 267, aborda esse assunto

Super Interessante edição 267, aborda esse assunto

Esquisofrenia

Neste Post, irei comentar sobre dois vídeos que acabaram fazendo sucesso na internet, pelo seu nível de frases absurdas e sem nexo, é lamentável que pessoas  com esse grau de problemas mentais convivam normalmente com outras na sociedade, e não recebam nenhum tratamento adequado.

Eu confesso que ri muito desses vídeos, em especial o do senhor que fala que é algum tipo de senhor supremo, denominado King Size, que até ontem eu pensava ser uma cama grande.


Nota-se neste caso é o que chamamos de delírio estruturado. Que é uma alteração psicopatológica do pensamento. Comum em pacientes com esquizofrenia paranóide.

Os principais sintomas da esquisofrenia são:

Delírios: O indivíduo crê em idéias falsas, irracionais ou sem lógica. Em geral são temas de perseguição, grandeza ou místicos.

Alucinações: O paciente percebe estímulos que em realidade não existem, como ouvir vozes ou pensamentos, enxergar pessoas ou vultos, podendo ser bastante assustador para o paciente.

Discurso e pensamento desorganizado: O paciente esquizofrênico fala de maneira ilógica e desconexa , demonstrando uma incapacidade de organizar o pensamento em uma seqüência lógica.


Neste segundo vídeo não tenho muito a comentar, já que a pessoa fala beeem mais desconexamente do que o sr. do vídeo anterior, confesso que adorei a palavra “Petrofilionismo”, uma palavra bunita, que seria ótima para enfeitar discursos chatos e sem nexo, principalmente discussões de políticos.

Ozônio (O3) pode ser utilizado no combate do H1N1

Como disse em outros artigos neste blog, até hoje não existe cura para nenhum vírus, apenas medicamentos que auxiliam nosso próprio sistema imunológico a defender nosso corpo de invasores, e os eliminar.

A vacina não é uma cura, ela é apenas uma forma da doença adormecida ou enfraquecida, para ensinar nosso sistema imunológico a atacar certos invasores, então pesquisas científicas que tem por foco atacar vírus diretamente, me deixa bem instigado, no site da CIETEC achei uma pesquisa muito legal, utilizando o gás ozônio no combate de micro-organismos nocivos, legal que devido poluentes que emitimos estamos destruindo a camada de ozônio do nosso planeta, será que ao fazer isto estaríamos nos vulnerabilizando contra micro-organismos?

Segue abaixo o texto que retirei na íntegra do CIETEC:

Pesquisas científicas dos Estados Unidos, Alemanha, México e Rússia comprovam a eficiência do gás ozônio no combate a vírus e a outros micro-organismos, mas o mecanismo de geração e aplicação ainda é pouco conhecido. A BrasilOzônio, empresa instalada no Cietec – Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, oferece o sistema higienizador de ar BRO3-HA que com componentes 100% nacionais gera o ozônio a partir do ar ambiente deixando como único resíduo o próprio oxigênio que é totalmente ecológico.

Para Samy Menasce, proprietário da empresa, esse equipamento pode ser extremamente útil em hospitais, postos de saúde, hotéis e ônibus, além de qualquer outro lugar como prédios públicos ou privados que poderiam se beneficiar de um aparato como este para evitar a transmissão do vírus H1N1, por exemplo. “Já foi testado o comportamento de diversos vírus após a aplicação do O3, com diferentes estruturas e famílias e ainda não foi encontrado um vírus resistente à substância”, declara Menasce.

Aplicação

De acordo com o especialista em ozônio, a concentração e o tempo de aplicação da substância varia de acordo com o tamanho do local e o grau de contaminação existente. Além disso, Menasce informa que pela composição do gás, sua penetração ocorre em todas as áreas do ambiente incluindo tecidos, cantos, frisos entre outros, sendo muito mais eficaz que produtos líquidos. “Sua propriedade é de um germicida, capaz de inativar os vírus e micróbios”, comenta.

Riscos à Saúde

No entanto, Menasce aponta como única desvantagem significativa do uso dessa substância é a possibilidade de corrosão de certos materiais como borracha natural que deve ser coberta ou removida do local, além do risco potencial à saúde humana quando houver contato direto com grande concentração do gás.


Fonte:  Cietec

Pela primeira vez uma vacina contra a aids teve sua eficácia mensurável, diminuindo o risco de infecção. Os resultados foram divulgados ontem. Cientistas combinaram duas vacinas que isoladamente haviam fracassado e descobriram que, juntas, elas podem reduzir em 31,2% o risco de uma pessoa ser infectada pelo HIV, vírus causador da aids.


A comunidade internacional comemorou os resultados históricos, mas afirmou que há um longo caminho até que a vacina seja comercializada em larga escala. A Organização Mundial da Saúde (OMS) exige nível de proteção, no mínimo, de 70% a 80% para autorizar a venda.


A pesquisa custou US$ 105 milhões aos cofres dos Estados Unidos e foi realizada com 16,3 mil voluntários na Tailândia, local considerado um laboratório a céu aberto para testes de aids. Do total de voluntários, metade recebeu há três anos placebo (produto que não produz nenhum efeito) e o restante, uma dose de duas vacinas.


O trabalho foi conduzido pelo Programa de HIV do Exército Americano, em colaboração com centros de pesquisa e com o Ministério de Saúde da Tailândia. A OMS entrou com suporte logístico e técnico.


Em carta à organização, o coronel Jerome Kim, que liderou os estudos no Departamento de Defesa dos EUA, declarou que o resultado é a “primeira evidência de que se pode ter uma vacina preventiva e segura”. A previsão era a de que uma vacina seria obtida apenas em 2030.


A ONU estima que a aids mata todos os anos 2 milhões de pessoas no mundo – o total chega a 25 milhões desde que a doença foi descoberta, há 25 anos. Atualmente há 33 milhões de infectados. Em várias regiões, a aids nutre o subdesenvolvimento e a pobreza. Por já terem fracassado em avaliações anteriores, a decisão dos EUA de voltar a testá-las foi criticada por cientistas. Parte da comunidade científica chegou a atacar o projeto, alegando que um fracasso levaria a perda de dinheiro e de credibilidade.


Resultados


Os resultados, que serão oficialmente apresentados em outubro, foram comemorados ao redor do mundo. “Finalmente, depois de tantos momentos de depressão, estamos vendo uma luz”, declarou a diretora do Departamento de Vacinas na OMS, Marie Paul Kyeni, que nos anos 1990 desenvolveu a tecnologia que possibilitou o teste na Tailândia.


“Esse é um dia muito significativo e uma grande conquista da ciência”, disse Seth Berkley, presidente da Iniciativa Internacional em Vacina contra a Aids. A OMS acredita que uma vacina poderá frear a expansão do vírus ao redor do mundo e ter um impacto significativo até na redução da pobreza. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: G1 - globo.com

Comunicação através de ondas Cerebrais

Ondas cerebrais são formas de ondas eletromagnéticas produzidas pela atividade elétrica das células cerebrais. Elas podem ser medidas com aparelhos eletrônicos como o Eletroencéfalogramo ou EEG. As freqüências dessas ondas elétricas são medidas em ciclos por segundo ou HZ(Hertz). As ondas cerebrais mudam de freqüência baseadas na atividade elétrica dos neurônios e estão relacionadas com mudanças de estados de consciência(concentração, relaxamento, meditação, etc.)
Você tem a sua própria característica de atividade das ondas cerebrais. Ela tem um padrão e um ritmo – e incorpora as freqüências Beta, Alfa, Teta, e Delta em vários níveis através das atividades diárias a medida que o cérebro as modula para se adequar à determinadas tarefas. Acredito que se ampliarmos uma determinada freqüência de onda cerebral e gerar uma coerência com uma combinação de freqüências poderemos atingir o máximo de desempenho mental possível para determinadas tarefas mentais.

Veja o exemplo:

Ondas sem sincronização

Ondas sem sincronização

Ondas Sincronizadas
Ondas Sincronizadas

 

 

 

 

 

 

 

 

Acredito que se conseguirmos de alguma forma atingir um nivel de sincronia com estas ondas cerebrais, poderemos ler o que a pessoa está pensando, o cérebro humano é algo fantastico que ainda não conseguimos acredito eu descobrir nem 5% de suas funcionabilidades.

A algum tempo atras acreditava-se que para conseguirmos um fluxo de atividades seria necessário algum implante intra-craniano ou algo similar, eu já li sobre projetos de próteses para pessoas com deficiência de membros, que locomoviam-se dedos, mãos da prótese com apenas a leitura das ondas eletromagnéticas emitidas pelo nosso cérebro, claro o projeto que eu consegui dados remotos, é de data de 4 anos atrás, mas mesmo assim na época foi fascinante pra mim ler aquilo.

Em algum tempo o ser humano será capaz de se comunicar utlizando ondas cerebrais, de início com utilização de aparelhos para aumentar a frequência de emissão, e outro para recepção destas ondas, algo mais inovador que o VOIP acredito eu.

Na minha teoria, se conseguissemos desenvolver um equipamento capaz de gerar a mesma frequencia de uma onda cerebral, poderiamos alterar os dados que ela esta processando, e enviarmos dados diretamente pro cérebro, ou o processo inverso, ler dados diretamente do cérebro, mas para isto teria que acertar a frequência exata emitida no momento, derrepente com algum algorítmo de I.A., deixaríamos o alorítimo estudando o comportamento das ondas naquele momento, e poderíamos prever o comportamento futuro delas de acordo com o histórico de frequência e instantes passados, já possuímos esta tecnologia, basta alguma mente brilhante utilizar dos recursos já inventados e criar novas ferramentas para facilitar nosso dia-a-dia sem prejudicar o meio ambiente e a saúde das pessoas, substituindo até mesmo o aparelho celular.

Não tenho certeza mas a pessoa mesmo após morta por algum tempo ainda emite ondas eletromagnéticas através do cérebro..

Vou deixar minhas teorias por aqui, até a próxima.

Ressaca e por que ficamos bêbados?

drinks

 

Créditos:

Dr. Pedro Saraiva Pinheiro – http://www.mdsaude.com 

Médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro com reconhecimento de diploma pela Universidade do Porto, Portugal. Especialista em Clínica Geral e Nefrologia.

 

 

Para entender como o corpo lida com o álcool, é preciso primeiro saber como qualquer substância ingerida é metabolizada.

Quando uma substância é ingerida, ela é absorvida pelo trato gastrointestinal, cai na circulação sanguínea e obrigatoriamente passa primeiro pelo fígado. Lá sofre ação das enzimas hepáticas que iniciam o processo de metabolização. Após essa transformação, surgem novas substâncias que são chamadas de metabólitos. Esses metabólitos podem ser ativos ou inativos.

Alguns remédios como o Enalapril, por exemplo, são substâncias inativas, que só passam a exercer efeitos anti-hipertensivos após sua metabolização. O enalapril é inerte mas o seu metabólito é ativo. O processo inverso ocorre com algumas substâncias tóxicas que após metabolização pelo fígado dão origem a metabólitos inativos.

Após esse processo no fígado, os metabólitos seguem para o resto do corpo. Os ativos vão exercer seus efeitos nos mais variados locais e permanecem na circulação até serem excretados ou novamente metabolizados em substâncias inertes. O tempo que uma substância permanece ativa no corpo é que determina de quanta em quantas horas devemos tomar um determinado medicamento.

A intensidade e o efeito de qualquer substância ingerida depende do tipo de metabólito que é formado após essa primeira passagem no fígado. É importante salientar que na primeira passagem apenas parte dessas substâncias são metabolizadas (algumas mais, outras menos). A outra parte segue para circulação e só será processada quando retornar ao fígado. Dependendo da substância e da quantidade ingerida, são necessárias várias passagens até sua completa metabolização.

O álcool (etanol) é uma substância tóxica e passa por esse mesmo processo. O Álcool é primeiramente metabolizado em acetaldeído (uma substância ainda mais tóxica) e depois novamente metabolizado em ácido acético (vinagre) que é um metabólito não tóxico. Por fim é transformado em água e gás carbônico (CO2).

Nem todo o álcool ingerido consegue ser processado na primeira passagem. O corpo só consegue metabolizar o equivalente a 1 taça de vinho ou 300 ml de cerveja por hora. Portanto, se tomarmos o equivalente a 5 taças de vinho, o corpo demora em média 5 horas para eliminar todo esse volume. Esse tempo é variável de pessoa para pessoa, sendo em geral, mais lento em mulheres e idosos.

A absorção de álcool pelo trato intestinal é muito mais rápida do que a capacidade do fígado de metabolizá-lo. O resultado é final é que teremos ao mesmo tempo na circulação sanguínea concentrações diferentes de etanol, acetaldeído e ácido acético.

Quando estamos de estômago cheio, a absorção de etanol fica mais lenta, dando mais tempo ao fígado para metabolizar o álcool que chega. Por isso, a intoxicação por etanol é mais intensa quando bebemos em jejum. Bebidas alcoólicas gasosas também são absorvidas mais lentamente.

Após bebermos álcool, o resultado é o seguinte: 92% do etanol ingerido é metabolizado no fígado, 3% é eliminado na urina, 5% é eliminado pelos pulmões na respiração (daí o teste do bafômetro) e menos de 1% na pele através do suor.

O álcool age em todo organismo, mas os seus efeitos mais visíveis são no cérebro, principalmente na intoxicação aguda. É sempre bom lembrar que o álcool e o seu primeiro metabólito, o acetaldeído são tóxicos, e quando o organismo é exposto frequentemente a eles, vários órgãos sofrem lesão.

Em pequenas quantidades, o álcool é estimulante levando a euforia e maior interação social. Pequenas doses já afetam a coordenação motora e capacidade de concentração. A capacidade de julgamento fica alterada e surgem os comentários e as ações impróprias.

Doses maiores de álcool na circulação levam a depressão do sistema nervoso, surgindo progressivamente conforme a concentração sanguínea se eleva: letargia, sonolência, redução do nível de consciência, coma e morte.

RESSACA

A ressaca parece ocorrer por 3 motivos:

 1. Intoxicação pelo acetaldeído;

 2. Queda da glicose sanguínea (hipoglicemia);

3. Desidratação;

1. O acetaldeído chega a ser até 30x mais tóxico do que o etanol. Em casos de consumo de grandes quantidades de álcool, pode haver presença deste na circulação ainda por várias horas após a bebedeira. O acetaldeído é carcinogênico e leva a lesão do fígado à longo prazo.

2. O processo de metabolização do etanol envolve vias enzimáticas do fígado que também participam da geração de glicose, principalmente em períodos de jejum. Como essa enzimas estão ocupadas metabolizando o etanol, temos uma queda no nível de glicose para o cérebro e outras regiões do organismo. Daí surgem os sintomas de fraqueza e mal estar.

3. Uma das ações do etanol no cérebro e inativar um hormônio chamado de ADH (hormônio antidiurético em inglês). Esse hormônio é o responsável pela reabsorção de toda água filtrada pelo rim. O ADH é um dos mecanismos de controle da quantidade de água corporal. Quando este é inibido, toda água que passa pelo rim é eliminada na urina. Por isso, alguns minutos após o ingestão de álcool, começamos a urinar o tempo o todo. Já reparou como é clara a urina após consumo de bebidas alcoólicas? Isso ocorre porque neste momento sua urina é basicamente só água. Esse efeito diurético leva a desidratação, que causa os sintomas de boca seca, sede, dor de cabeça, irritação e câimbras.

Não existe remédio que cure ressaca, nem que acelere o metabolismo do etanol. De nada adianta banho frio, café, chá, produtos com cheiro forte ou qualquer outra medicação caseira. O importante é hidratação, glicose e repouso.

Álcool X Remédios e Efeito Antabuse

Créditos:

Dr. Pedro Saraiva Pinheiro – http://www.mdsaude.com 

Médico formado na Universidade Federal do Rio de Janeiro com reconhecimento de diploma pela Universidade do Porto, Portugal. Especialista em Clínica Geral e Nefrologia. 

 

Saiba quais os remédios não podem ser misturados com álcool

O uso de remédios junto com álcool é reconhecidamente danoso, mas por incrível que pareça, essa associação ainda é extremamente comum.

A associação de bebidas alcoólicas com medicamentos pode levar a efeitos colaterais graves, inclusive com risco de morte. O álcool pode tanto potencializar os efeitos de um medicamento quanto neutralizá-lo. Pode também ativar enzimas que metabolizam o medicamento em substâncias tóxicas para o organismo.

1.) Álcool potencializando o efeito de um medicamento

Quando as enzimas que metabolizam o medicamento são as mesmas do álcool, estas ficam “ocupadas” processando o etanol, fazendo com que o remédio permaneça em mais tempo e em maior concentração na corrente sanguínea. Em alguns casos esta pode ser a diferença entre a intoxicação ou não.

2.) Álcool inibindo a ação de um medicamento

Este processo ocorre em bebedores crônicos. O estimulo alcoólico constante no fígado faz com que haja um aumento no número de enzimas hepáticas. Quando um medicamento chega no fígado há um excesso destas para metabolizá-lo, inativando a droga muito mais rapidamente do que de costume. Este excesso de enzimas podem permanecer por semanas após se cessar o consumo de álcool.

O estimulo constante do etanol e seus metabólitos podem gerar enzimas que transformam substancias não tóxicas em metabólitos tóxicos.

3.) Álcool agindo no mesmo sítio dos medicamentos

Outra maneira de potencialização de remédios é quando estes, assim como o etanol, também atuam sobre o sistema nervoso central, como no caso de narcóticos e sedativos. Causam uma perigosa sedação.

4.) Remédios aumentando o efeito do álcool

Alguns medicamento inibem as enzimas que metabolizam o álcool, aumentando seus efeitos e seu tempo de permanência no organismo. Potencializam as lesões do álcool no organismo.

Alguns exemplos de interação álcool-medicamentos:

- ANESTÉSICOS : O uso de álcool dificulta a ação dos anestésicos, sendo necessária doses maiores para a indução anestésica em atos operatórios. Também potencializa os efeitos tóxicos destes medicamentos para o fígado.

- ANSIOLÍTICOS ( BENZODIAZEPINAS): Aumentam o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória.

- ANTABUSE (dissulfiram) : Antabuse ou Antabus é o principal nome comercial de uma droga chamada Dissulfiram, que inibe a enzima acetaldeído desidrogenase impedindo a transformação do metabólito tóxico acetaldeído em ácido acético (leia sobre a intoxicação do álcool para entender melhor o mecanismo). O acúmulo desta substância tóxica causa efeitos como vômitos, palpitação, cefaléia, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte.

É uma substância usada no tratamento do alcoolismo, pois mesmo pequenas doses de álcool provocam efeitos muito desconfortáveis. O doente toma o primeiro copo e começa a se sentir mal, parando imediatamente de beber. Isso acontece porque com o bloqueio da metabolização do acetaldeído, que é uma substância muito tóxica, sua concentração sanguínea chega a ficar 10x maior do que acontece normalmente. Com isso, pequenas doses de álcool levam a níveis de acetaldeídos maiores do que ocorrem em muitos “porres”. Em 15 minutos o paciente já começa a sentir os efeitos desagradáveis. Até pequenas quantidades de álcool como em doces e molhos podem causar os sintomas.

Elevadas doses de álcool em quem faz uso de antabuse podem ser fatais.

- ANTIBIÓTICOS: Existe um conceito de que misturar antibióticos e álcool é perigoso e pode inativar o primeiro. Isto é uma verdade parcial.

Realmente a associação de álcool com alguns antibióticos pode levar a efeitos graves do tipo antabuse, descrito acima.

São eles:
Metronidazol (Flagyl®)
Trimetoprim-sulfametoxazol (Bactrim®)
Tinidazole (Tindamax®)
Griseofulvin (Grisactin®)

Outros antibióticos como Cetoconazol, nitrofurantoína, eritromicina, rifampicina e isoniazida também não devem ser tomados com álcool pelo perigo de inibição do efeito e potencialização de toxicidade hepática.

Em ralação aos outros antibióticos não há relatos de interação. Porém, deve-se lembrar que o álcool inibe o sistema imune e dificulta o combate contra agentes infecciosos. Portanto, não é inteligente beber enquanto se está com uma infecção.

- ANTICOAGULANTES:  O álcool aumenta o efeito anticoagulante da Varfarina (Marevan®, Varfine®, Coumadin ®) podendo causar hemorragias.

- ANTICONVULSIVANTES:  Aumentam os efeitos colaterais e o risco de intoxicação enquanto que diminui a eficácia contra as crises de epilepsia.

- ANTIDEPRESSIVOS:  Aumentam as reações adversas, o efeito sedativo e diminui a eficácia dos antidepressivos. Pode também causar picos hipertensivos.

- ANTIINFLAMATÓRIOS:  Aumentam o risco de úlcera gástrica e sangramentos. Aspirina (AAS) aumenta os efeitos do álcool.

- ANTI-HIPERTENSORES:  Reduzem a eficácia, causam tonturas e arritmias cardíacas

- ANTI-HISTAMÍNICOS (ANTIALÉRGICOS):  Aumenta o efeito sedativo e causa tonturas e desequilíbrio.

- HIPOGLICEMIANTES (ANTIDIABÉTICOS):  Também pode causar efeito antabuse. Uso agudo de etanol prolonga os efeitos enquanto que o uso crônico inibe os antidiabéticos.

- PARACETAMOL:  Aumenta o risco de hepatite medicamentosa.

- PROTETORES GÁSTRICOS:  Aumenta o efeito do álcool e os efeitos colaterais do medicamento.

Como se pode comprovar, o álcool interage com as principais classes de medicamentos. Na dúvida opte pelo mais seguro. Não consuma álcool se estiver usando medicamentos.

O Selênio

É o “novo” oligoelemento por excelência. Há alguns anos atrás ,se desconfiava de seu papel essencial, mas não se tinha ainda a prova. Era mesmo considerado em certos estudos como um elemento-traço sem nenhum papel biológico.

Era um pouco comparado à vitamina E, que em 1959 era considerada uma daquelas vitaminas que criavam problemas à medicina e a qual se sabe hoje estar associada a certas reações bioquímicas.

Supunha-se possuir um papel bioquímico, mas nem mesmo se sabia com segurança, se sua ausência podia provocar algum problema, ou se ele era um nutriente essencial.

Tudo mudou depois da descoberta chinesa da ação do selênio para curar a doença de Keshan, uma cardiopatia infantil. Ademais, na China, existem todos os níveis de aporte alimentar em selênio, segundo as regiões, desde os mais baixos até os mais altos.

Outro exemplo, o dos pesquisadores neozelandeses que conseguiram curar com o aporte de selênio as distrofias neuromusculares de quem apresentou esse problema na reanimação.

Também veremos que o selênio pode ser possuidor de outras qualidades tão excitantes, como a luta contra o envelhecimento ou a prevenção do câncer.

Aportes alimentares de selênio no mundo

É efetivamente na China que se pode encontrar taxas extremas nos aportes de selênio. Lá, há regiões cujos aportes apresentam variações que vão de 1 a 500 e no sangue taxas que variam de1 a 400!

Estas diferenças parecem ser responsáveis pela doença de Keshan para os regimes deficitários, e de uma toxicose, devida ao selênio, com perdas de cabelos e das unhas, para quantidades muito elevadas.

Valores menos extremos foram encontrados na Nova Zelândia e Finlândia (baixos) e na Venezuela (elevados) e isto somente em certas regiões destes países.

A taxa média absorvida nos Estados Unidos é de cerca de 100 a 200 mcg/dia, quantidade recomendada pelas autoridades sanitárias.

Como ocorreu com outros oligoelementos, o selênio por longo tempo escapou das pesquisas científicas pela dificuldade de sua dosagem. Ele se encontra no soro humano em concentrações próximas de dez a menos sete gramas por litro, sendo ainda menores que as de outros elementos traços, como por exemplo o zinco.

Uma dosagem confiável pode ser hoje realizada graças a técnicas usadas pela física nuclear. É à equipe de Madame Simonoff, do laboratório de química nuclear do CNRS de Bordeaux, que se atribui o mérito de ter introduzido esta técnica na França e da demonstração da necessidade de uma aporte suficiente de selênio para o homem.

Papéis bioquímicos do selênio

Foi provado que o selênio é um componente da glutathion peroxidase, uma enzima que destrói os peróxidos, isto é, os agentes oxidantes que atacam a célula. Não há dúvida, hoje, de que o selênio, por seu papel na glutathion peroxidase, faz parte dos defensores da células contra a ação dos agentes oxidantes como o fazem a vitamina E, a catalase e a superóxido dismutase. Foi somente em 1973 que se descobriu a presença do selênio nesta enzima. Desde o ano seguinte foi posto em evidência a importância deste oligoelemento para a glutathion peroxydase (GTP), tendo sido demonstrado que nos animais sujeitos a alimentação pobre em selênio a taxa de GTP diminui assim como sua atividade, e que ela retorna ao normal assim que se restabelece o equilíbrio de selênio.

O papel preciso da GTP parece ser o de proteção contra os malfadados radicais livres provenientes dos processos oxidativos (ânion superóxido, peróxido de hidrogênio, radical hidroxila e peróxidos orgânicos).

A forma do selênio na GTP parece ser a de uma selenocisteina de quem os químicos discutem atualmente o estado de redução (selenol, ácido selênico), mas deixemos a eles esta discussão, já que nos parece muito complexa.

É preciso saber que foi descoberta em certos animais e no homem uma glutathion peroxidase independente do selênio. Esta enzima se encontra nos mitocôndrios de quase todas as células, em particular nas células do fígado, dos músculos e dos glóbulos vermelhos.

A atividade catalítica do selênio é reforçada na presença da vitamina E, que é também indispensável na redução dos radicais livres. Sua associação aparece, pois, como fundamentalmente necessária às células na prevenção de seu sofrimento e de sua degeneração. Desenvolveremos este assunto mais precisamente no capítulo consagrado ao envelhecimento.

Por outro lado, o selênio possui um efeito de antídoto com relação aos metais pesados tóxicos, como o mercúrio, o chumbo, o arsênico e o cádmio.

Pesquisas em curso colocam em evidência as propriedades anti-inflamatórias e imunoestimulantes do selênio.

No homem, a suplementação em selênio parece ser benéfica para melhorar a forma geral e lutar contra o envelhecimento. Um estudo em futebolistas mostrou um aumento de 20% das performances (maior resistência e recuperação mais rápida) após um mês de tratamento com a associação selênio-vitamina E. Notou-se, também, uma melhora na vitalidade de pessoas idosas graças a esta suplementação.

Um regime carente de selênio induziu catarata em animais, e não se pode deixar de associar a relação entre a carência de selênio em velhos freqüentemente desnutridos e o aparecimento da catarata.

O aporte alimentar diário varia de um país para outro (200 mcg para os Canadenses e somente 30 mcg para os Finlandeses). Na França, o estudo de Madame Simonoff mostrou que o aporte quotidiano médio é de 46 mcg. O Conselho Nacional Americano de Pesquisas preconiza 1 mcgpor quilo de peso corporal, o que nos coloca aquém das médias aconselhadas.

Câncer e Selênio

Nas regiões de solo carente em selênio, notou-se maior freqüência de câncer do seio e do cólon, e entre os Asiáticos que consomem mais selênio em sua alimentação, uma menor freqüência.

Existem, freqüentemente junto aos cancerosos taxas baixas de selênio. Não se sabe se ocorre por parte do tumor uma utilização ou um seqüestro do selênio, ou se há, como parecem indicar um estudo projetivo finlandês recente e certos estudos americanos, uma correlação entre as taxas baixas de selênio nos exames efetuados anteriormente e o aparecimento mais freqüente a posteriori de cânceres.

O papel protetor do selênio seria devido a uma imu- noestimulação e, pois, uma melhor defesa do organismo em caso de aparecimento de células cancerosas.

Experimentos em animais mostraram que o selênio em baixas doses inibiu o progresso dos tumores mamários nas ratazanas e diminuiu o desenvolvimento do câncer do colon. No entanto, em altas doses, o selênio é tóxico e cancerígeno.

Ele protegeria os fumantes impedindo a transformação de certos produtos cancerígenos (benzopireno da fumaça do tabaco).

Patologias que podem induzir a perdas de selênio

- Alcoólicas: hiperconsumo hepático de selênio para compensar a produção exagerada de radicais livres durante o metabolismo do etanol.
- Eliminação excessiva de selênio pela pele, nas numerosas patologias dermatológicas.
- Pessoas desnutridas, em particular idosos.
- Pacientes com nutrição parenteral em reanimação.