Wordz From The Genius

NightShade.. Power and Equality.

Category : Samurai

Shin Hagakure – Lâmina e Acessórios

A Katana, ou Nihon To, como é chamada tem a lamina como a peça principal e que lhe confere o nome a que sera dado o Katana.
Por exemplo, se a lamina for de autoria de Masamune ou Kagemitsu, denominaremos o nome da Katana de “Masamune” ou “Kagemitsu”.
Secundariamente, temos os ornamentos acessórios como tsuba (guarda), tsuka (empunhadura) , saya (bainha) e outras que nao a lamina.
Todos estes acessorios, apesar de nao terem sido obra de Masamune ou Kagemitsu, costumam ser obras de arte talhadas em ouro, prata, bronze ou laca inexistentes em outras civilizaçoes.
De maneira analoga no Shin Hagakure , associados aos verbetes, temos pensamentos de autores de todos os povos que compartilham dos mesmos ideais e principios de todo o guereiro , aqui , em particular, do samurai moderno.

A soma da lamina e de todos os acessorios acima mencionados é que conferem a pureza e a beleza da Katana.
A soma dos verbetes e dos pensamentos de autores internacionais é que conferem a originalidade e a eficacia do Shin Hagakure.

Tsuba Periodo Edo
- de Nomura Kanenori , discípulo de Soten (um dos maiores artesãos do periodo Edo)
A beleza e arte está em:
- o nome do artesão
- paisagem do período Heian ornamentada em ouro, de maneira que grande parte da peça está em ouro
- cor preta
- detalhes milimétricos pontilhados principalmente no verso
- detalhes com ondulação em ouro do revestimento da tsuba, o que, segundo especialistas, é extraordinariamente difícil de se fazer

fonte: Instituto Niten

Modern Samurai – Isao Machii

Words from Miyamoto Musashi

“O guerreiro deve primeiro aprender o verdadeiro Caminho da estratégia militar, ser diligente na prática de outras artes marciais, seguir a risca os princípios éticos e morais de conduta militar.
Deve conservar o espírito iluminado, disciplinado e sem desvios; desenvolver mente e alma, aguçando sua capacidade de percepção e visualização do universo; eliminar qualquer nuvem de dúvida de seu espírito.”
Miyamoto Musashi

Quotes I

Muitos de nós precisamos viver pensando como um guerreiro, mesmo quando estamos em paz.

A honra é nossa espada, e nossa vida é a única proteção.

As vezes é necessário abrirmos nossa guarda, e nos expor para manter-se no curso da batalha, e continuar lutando por nosso objetivo.

Devemos sempre defender nossos ideais mesmo que nossa vida vá junto nesta batalha, não há vergonha alguma nisto.

O Livro dos 5 Anéis (Gorin No Sho)

O Livro dos Cinco Anéis – Gorin No Sho – é o mais importante tratado estratégico dos samurais. Seu autor, Miyamoto Musashi (1584-1645), é considerado o samurai mais famoso de todos os tempos. Em sua época, derrubou escolas consagradas e venceu guerreiros formidáveis, impondo-se como um guerreiro imbatível. Lutou mais de 60 duelos, esteve presente em diversas batalhas e nunca foi derrotado.

Criou o Niten Ichi Ryu, um dos mais famosos estilos de Kenjutsu, a arte do manuseio da espada, especialmente conhecido por suas técnicas com duas espadas simultaneamente. No final de sua vida, Miyamoto Musashi se isolou em uma  remota caverna e escreveu o Gorin No Sho, deixando assim registrado para seus discípulos sua estratégia e sabedoria, adquiridas em uma vida dedicada ao aprimoramento técnico e espiritual.
Dez gerações de discípulos depois, chega ao Brasil a edição definitiva do Gorin No Sho em português. O livro conta com a revisão técnica do Sensei Jorge Kishikawa, o introdutor no Brasil do Niten Ichi Ryu e o primeiro no ocidente a alcançar o Menkyo Kaiden, a mais alta graduação neste estilo.

O maior mestre do Niten Ichi Ryu na atualidade, o Shihan Gosho Motoharu, escreveu a apresentação da obra. O Shihan Gosho é o mestre representante da nona geração, e pratica o estilo há mais de cinco décadas, uma vida inteira dedicada à compreenção e transmissão dos ensinamentos de Miyamoto Musashi.

Esta é a grande diferença entre esta e as outras edições do Gorin No Sho publicadas anteriormente. Pela primeira vez no Brasil (e também no ocidente), a obra nos é trazida por pessoas que tem de fato a experiência prática no estilo de Musashi, que fazem do treinamento seu caminho para o aprimoramenteo, algo tão enfatizado pelo autor em seu texto.

A obra foi magistralmente traduzida diretamente do original em japonês por Dirce Miyamura, conhecida por seus trabalhos na Fundação Japão. A edição é apresentada em formato bilíngüe, com o texto original incluso.

Para completar a maior e mais elaborada edição do Gorin No Sho já publicada, estão as gravuras de Hokusai, o mais famoso pintor do Japão. As belíssimas ilustrações deste grande artista se casam perfeitamente com o texto enérgico e profundo do grande Samurai.

Hagakure – O Livro do Samurai

Antigamente as publicações em português sobre artes marciais restringiam-se quase que exclusivamente aos manuais de kung-fu e ninjitsu da Ediouro. Nos últimos anos, finalmente, os editores brasileiros despertaram e estão começando a publicar algumas obras sobre a cultura samurai especificamente. Comentarei sobre outros livros em futuros posts.

O Hagakure começou a ser escrito em 1710 (um período de paz sob o Xogunato Tokugawa), e levou sete anos para ficar pronto. Na verdade, o Hagakure é composto de mais de 13 mil trechos! O livro publicado pela editora Conrad é uma compilação organizada pelo estudioso americano Wiliam Scott Wilson.

O livro é muito interessante como registro histórico daquele momento. Mas devemos lembrar que o autor, apesar de ser samurai, nunca participou de uma guerra. Devemos lembrar também que ele vivia na idade média. Se não, vejamos esse trecho:

Além disso, beber um cozido de fezes de um cavalo malhado é a melhor maneira de estancar o sangramento causado por um ferimentos ao cair do cavalo.” (Desconfio que Tsunetomo nunca caiu de um cavalo.) Isso não tira o valor do livro. Só situa-o em seu momento histórico.

Existem muitos trechos preciosos, tais como:

“Dizem que uma pessoa não deve hesitar nem por um instante em se corrigir quando comete um erro. Ao fazer isso, seus erros desaparecerão rapidamente. Mas, se tentar ocultá-lo, o erro se tornará ainda mais indigno e doloroso.”

Ou:

“Se a espada de um guerreiro quebrar, ele atacará com suas próprias mãos.”

E pequenas histórias muito significativas:

“Certa vez, Hojo Awa no kami reuniu seus discípulos de artes marciais e chamou um fisionomista, que na época era famoso em Edo(atual Tóquio), para determinar se eles eram valentes ou covardes. Ele o fez examinar cada homem dizendo:

- Se ele disse “bravura”, você tem que se esforçar ainda mais. Se for “covardia”, você deve se matar. É algo que nasceu com você, então não há vergonha nisso.

Hirose Denzaemon tinha na época 12 ou 13 anos. Quando se sentou na frente do fisionomista, ele disse com um tom de voz ameaçador:

- Se disser que eu sou covarde, matarei você com um só golpe!”

O Bushido é um código de honra não escrito, muito superficialmente discutido, muito mitificado e muito distante da nossa realidade. Por isso ler e tentar entender o Hagakure é uma forma que nós “ocidentais modernos” temos para compreender melhor essa cultura que tanto admiramos.

“Um especialista é como um tolo. Como consequencia de sua determinação em se concentrar em apenas uma coisa, ele não pensa em mais nada e assim se torna um especilista. Mas isso é uma insensatez e não tem valor algum.”

“A vida do ser humano é realmente curta. A melhor maneira de viver é levar a vida fazendo o que você gosta. É tolice passar toda a vida envolvido pela ilusão que é este mundo, vendo coisas desagradáveis e fazendo apenas coisas de que não gosta. Mas é importante nunca dizer isso aos mais jovens, pois seria prejudicial se não fosse compreendido corretamente.

Quanto a mim, gosto de dormir. Pretendo me confinar cada vez mais dentro do meu quarto e passar a vida dormindo.”

Leia também: Ghost Dog: The Way of Samurai


Samurai

O nome Samurai (武士) significa  em japonês, “aquele que serve”. Portanto, sua maior função era servir, com total lealdade e empenho, o Imperador. Em troca disso recebiam privilégios terras e/ou pagamentos, que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros).

Um termo mais apropriado para Samurai é bushi (武士) (significando literalmente “guerreiro ou homem de armas”) que era usado durante o período Edo. No entanto, o termo “Samurai” refere-se normalmente à nobreza guerreira e não por exemplo à infantaria alistada. Um samurai sem ligações a um clan ou daimyō era chamado de ronin (浪人) (literalmente “homem-onda”). Rōnin são também samurais que largaram a sua honra ou aqueles que não cumpriram com o seppuku (切腹), que significa dividir a barriga, de modo a repor a honra do seu clã ou família. Samurais ao serviço do han eram chamados de hanshi.

Para se tornar um Samurai o espírito guerreiro e força de vontade são essenciais.

Mas somente isso não formava um samurai no Japão.

É preciso saber o que fazer na hora certa, pois não há muito tempo para pensar.

O inimigo não espera.
Se a família pertencia à classe samurai, o guerreiro já nascia um deles.

Desde a infância sabia que deveria seguir o Bushido (武士道), o código de conduta dos samurais.

Era instruído e treinado para ser um samurai.

O bushido era ensinado oralmente, de geração em geração, de mestre para discípulo.

Uma das tentativas de colocar em palavras o bushido foi o livro Hagakure, de 1716, que constitui-se de 11 volumes.

Nele, Tashiro Tsuramoto recolheu os ensinamentos de Yamamoto Tsunetomo, samurai que deixou a luta para virar monge.

Segundo o bushido, para o samurai, viver é estar preparado para a morte, é saber morrer.

Não que o código defenda o suicídio ou a morte por motivos tolos, mas que se o samurai tiver que morrer, que não resista, que o faça com a devida honra.

Ele não podia dar sinais de sofrimento até cair morto e devia agüentar a dor sem pestanejar.

A virtude suprema para o Bushido era a lealdade.

O samurai era educado para servir.

Servir com lealdade, prontamente, incondicionalmente.

A lealdade é levada a um nível supremo pelos samurais, que dariam a sua vida pelo seu senhor.

Esse ideal pregado pelo bushido não caiu por terra junto com o feudalismo japonês.

Seu espiríto faz parte da sociedade nipônica.

O orgulho, a palavra e as atitudes são muito importantes para os japoneses.

Nas empresas, virtudes como a lealdade são apreciadas e valorizadas até os dias de hoje.

Munen Mushin

“Sem pensamentos, mente vazia. No budismo, é o estado em que uma pessoa está livre de todos os pensamentos mundanos.”

HAGAKURE – O Livro do Samurai

Estrutura Social do Japão Feudal

A estrutura social japonesa durante o período feudal se confundia com as posições  políticas e econômicas.  

Imperador:

Ocupando o topo da classificação social, o imperador era o líder religioso, mas detinha pouco poder político e militar. Economicamente, era obrigação das outras classes sociais providenciar os insumos para o imperador, seu clã e sua corte. Ele era o chefe de várias famílias, chamadas ubi. 
 

Shogun:

Líder militar e político, mais poderoso que os clãs do imperador, o posto de shogun fazia parte das castas mais nobres. Eventualmente, os clãs sob o jugo do shogun se digladiavam para conseguir melhores posições. Da mesma forma, as classes sociais menos privilegiadas eram responsáveis pela manutenção econômica da corte do shogun em troca de proteção. Esses tributos podiam ser pagos com terras ou produtos. 

Daimyô:

Faziam parte da classe militar, eram nobres e estavam logo acima da classe samurai. Os “grandes nomes” eram os representantes dos shoguns  e governavam sob as ordens do shogunato. Contando com alto grau de importância social, viviam em grandes castelos.
Eventualmente, para ratificar sua lealdade ao shogun, deviam usar suas espadas, seu mais valioso bem. A situação dos daimyôs no Japão era similar à dos duques no feudalismo Europeu. 

Samurai:

 
Eram leais ao daimyô e ao shogun nas defesas pessoal e das propriedades. Guerreiros profissionais da aristocracia militar, gozavam de certo prestígio social, mas eram quase nulos nas decisões políticas. Uma relação parecida à dos  daimyôs e shoguns sustentava a classe samurai, que confiava nas menos abastadas para sua sobrevivência. 

Ronin:

Samurais sem mestre, sua importância social aparecia mais nítida quando trabalhavam como mercenários ou guarda-costas de mercadores ricos durantes as guerras civis. O fato de estarem destituídos da liderança de um daimyô os colocava perto da base da pirâmide social.  

Camponeses:

A classe agrícola era a maior de todas, abrangendo  90% da população japonesa. Nessa classificação, eram contados também a classe pescadora. Pobres, destituídos de poder político e fadados à base da pirâmide social, eram imprescindíveis por produzir todo o alimento consumido no país. Seus impostos eram pagos aos daimyôs e shoguns com trabalho ou produtos. Absurdamente, milhares de camponeses morreram de fome devido a impostos que chegavam a dois terços de sua produção.  
 

Artesãos:

Responsáveis pela produção de uma variedade de produtos de madeira e metal, eles eram ainda mais desprezados do que a classe camponesa, por não produzir comida. Seu trabalho constituía o fabrico de espadas, arte em geral, potes, ferramentas. Apenas os grandes forjadores de espadas tinham um reconhecimento à altura.  

Mercadores:

 
Vivendo aparentemente do esforço de outros, os mercadores eram mais uma classe desprezada. O desprezo chegava a tanto que, em algumas regiões, a classe mercadora era proibida de conviver em áreas comuns com outras classes, exceto para comercializar seus produtos.

Bonsai Do

   

O Bonsai teve como origem na China, e mais tarde foi levado para o japão numa época em que havia uma ligação cultural japão/china devido a influências da filosofia Budista.  

A palavra Bonsai em português significa “Plantado em uma bandeija”.  

Assim, a natureza poderá ser contemplada de perto, através da miniatura de uma árvore posta em uma baideija.  

O Bonsai é duplamente admirado: pelo que é e pelo o que representa.  

Um exemplar de um bonsai não é uma ilusão de ótica, um exemplar de Bonsai que dê flores e frutos e que atravesse várias gerações não é uma jovem muda, é uma árvore madura miniaturizada.  

É uma técnica muito relaxante, utilizo-a como hobbie, um de muitos que possuo. Esta técnica engloba conhecimentos de horticultura, e artísticos, um bonsai nunca será igual a outro, não existem bonsais exatamente iguais em todo o mundo, um exemplar é uma peça única.  

Sakura

 

As técnicas de horticultura podem ser ensinadas, mas arte é um dom que cada um deve ter, é o mais importante na criação e cultivo de um bonsai, algo muito difícil de ser aprendido.  

Bonsais existem em vários tamanhos, e estilos, cada tamanho engloba-se em cateorias, inclusive evistem bonsais com mais de 1 metro de altura.  

Para fazer um bonsai, é realizado podas de galhos e raízes, isto garantirá o tamanho miniaturizado desejado, ataduras com arame moldam o formato desejado.  

Para todos que desejam começar nesta árte, recomendo a leitura do livro “Cultivando Bonsai no Brasil” por Fábio Antakly Noronha.  

Possue ilustrações, macetes, modelos de bonsais, é um livro bem completo sobre o assunto, pessoas com gosto pela natureza e que exercem cargos estressantes, deveriam tentar, é uma arte que ajuda você a se conhecer melhor.   

Pinheiro Negro ou Pinheiro Japonês

 

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